Onde está a nova Geração?

Hoje é feriado e estou sentada na varanda do meu apartamento olhando o horizonte, pensando sobre tudo que ouvi na semana passada, durante a Conferência de Pastores e Líderes e analisando com os sinais que vemos hoje na humanidade.

Os dias são difíceis e devido a toda tecnologia existente, hoje temos quase em tempo real, notícias do mundo todo e obviamente, somente as que podem dar bons níveis de audiência, ou seja, as más notícias, como catástrofes da natureza, corrupção, mortes, epidemias e assim por diante. Ontem a noite ouvi o noticiário comentar sobre duas jovens irmãs, filhas únicas, que foram violadas sexualmente e assassinadas dentro da própria casa, por um homem de “confiança” da família e o comentarista salientou ainda que a casa possuía muros altos, cerca eletrônica, filmadoras de segurança, alarme, etc., todo tipo de segurança -  humanamente falando – necessária para impedir qualquer tipo de invasão indevida.

Estas coisas me fazem parar para pensar e não consigo imaginar a situação em que estes pais se encontram. Penso: seriam eles cristãos ou não? Tinham conhecimento da Palavra ou não?

Não estamos preparados para dias realmente difíceis e obviamente, NINGUÉM estaria para uma situação destas. Mas vou além e vejo que o ser humano se cerca de seguranças externas quando as internas estão debilitadas. Não sou contra sistemas de segurança, quando eu mesmo possuo… Estou falando de algo mais alto… Estou me referindo ao fato de que o ser humano tem a necessidade de se sentir seguro naturalmente porque seu interior não lhe apresenta nenhuma perspectiva de paz ou segurança. O oposto seria o verdadeiro e nossa confiança, estar além de toda estrutura protetiva que está á nosso dispor.

Diante disto, penso: – O que a Igreja tem feito? Tem ela preparado o rebanho para construir sobre a areia ou Rocha? Tem ensinado seu povo a confiar nas coisas terrenas ou eternas? Tem oferecido a mão ou o coração do Pai?

Ao me deparar com situações trágicas como esta e outras tantas, pesa sobre mim a responsabilidade de preparar o povo para o dia da adversidade, ensiná-los a edificarem sobre a Rocha e mais do que isto, abrir mais ainda as portas da Igreja para Jesus e fechar as portas da religião velha e desgastada que impõe um jugo que aos próprios líderes é pesado de carregar.

É tempo de se levantar uma geração capaz de pregar a Verdade em amor e preparar o povo para dias difíceis com foco na Eternidade e em seu encontro com o Senhor!

Então: viva hoje como se fosse viver 1.000 anos, mas esteja preparado como se o Senhor viesse amanhã!

Abraços,

Vânia Rorato

Obediência ou Submissão?

Tenho uma biblioteca diversificada e há dias, um livro que eu havia adquirido já há algum  tempo começou a chamar minha atenção, como que dizendo: – Leia-me! Não sei se isto já aconteceu com você, mas comigo sempre funciona, e quando eu obedeço e pego para ler, sou surpreendida, pois o mesmo “fala” muito comigo referente a situações que estou vivendo.

O referido aborda profundamente o tema obediência e submissão, que creio ser extremamente atual e útil, tendo em vista que todos estamos abaixo de autoridade, num ou noutro nível e que a maior crise da Igreja hoje é a falta de submissão X a má representação da autoridade.

Se quisermos compreender adequadamente autoridade e sua aplicação, precisamos distinguir a diferença entre ambos, pois são duas coisas bem distintas. Submissão é uma questão de atitude, ao passo que obediência é uma questão de comportamento.

O que significa submeter-se? Submissão é uma questão de atitude, uma questão do espírito e a obediência é uma questão da consciência, de comportamento exterior. Submissão é interior, ao passo que obediência é exterior.

Quando um “líder” solicita algo que é contrário à Verdade, não podemos obedecer, mas ainda temos de manter uma atitude submissa. Temos de diferenciar entre submissão e obediência. Submissão é uma questão de motivo e atitude interiores, ao passo que obediência é uma questão de ação e atividade exteriores. Segundo a Palavra de Deus, devemos ser absolutos e incondicionais em nossa submissão, mas relativos e condicionais em nossa obediência. Em Atos 5:29, Pedro disse: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.” Se alguém em posição de autoridade quer que pequemos, temos de ser submissos na atitude, mas não podemos obedecer.

Às vezes obediência à autoridade delegada pode chocar-se contra a autoridade direta a Deus. Quando isso acontece, precisamos obedecer a Deus em vez de ao homem, mas mantendo uma atitude de submissão. Vamos resumir a questão em três pontos:

1) Obediência é uma questão de conduta; é relativa. Submissão é uma questão de atitude e é absoluta;

2) Apenas Deus é objeto de submissão irrestrita. O homem, que é menos que Deus, deve apenas receber submissão limitada;

3) Se a autoridade delegada der uma ordem que é obviamente contrária à ordenação de Deus, nós devemos nos submeter, porém não obedecer.

Precisamos ser corretos em seguir aos outros, pois aí se manifesta nosso caráter e por esta razão precisamos ter a ciência de quem seguimos. Seguindo a pessoa errada, iremos nos prejudicar e também prejudicar a  pessoa.

A Bíblia está repleta de exemplos que mostram que se aquele a quem seguimos está correto ou não diante do Senhor e isto vai desempenhar um papel importante em nosso futuro com Ele. A quem seguimos é responsabilidade nossa e não é verdade que somente a autoridade delegada será responsabilizada pelo seu erro.

Estamos cercados de exemplo solenes, naturais e Bíblicos da conseqüência de seguir a pessoa erroneamente, portanto, vejamos com quem estamos andando, pois nosso futuro pode estar nas mãos de pessoas erradas. Que não seja este o nosso caso, mas se for,“ainda há esperança para o teu futuro, diz o Senhor.” Jr. 31:17

Que Deus nos abençoe!

Prª Vânia Lúcia Rorato
pra@colheita.org

É Tempo de Recomeçar!

Esta semana sentada na recepção de um consultório médico presenciei uma cena que me serviu de inspiração para a coluna desta semana. Como eu estava esperando o horário de minha consulta, acompanhei o desespero de um casal ao tentar “controlar” seu pequeno filho de dois anos de idade, que na espera de sua chamada não parava por um instante pedindo água e ao ser dada, pedia para fazer “xixi” e ao ser encaminhado perdia a vontade e então queria tirar o blusão, ver revista, abrir as portas, mexer nas plantas e aliado a isto tudo desmontava a sala, corria pelo corredor e obviamente, sua mãe atrás e meus ouvidos não conseguiam mais suportá-la dizer: – Não faz isto, não faz aquilo… Em outro momento o pai largava a revista que lia e dizia: – Vem aqui comigo! E sendo ignorado, voltava sua atenção ao material de leitura.

Certamente você já presenciou algo parecido ou até mesmo ficou constrangido pela situação criada por uma desobediência infantil, ou quem sabe falta de autoridade por parte dos pais.

Ao estar diante de uma cena destas, fico a imaginar como podem dois adultos não conseguir manter um filho tão pequeno – mas com capacidade de compreensão – em total desobediência e rebelião. Se uma criança com dois anos envergonha o pai e mãe em um lugar público, o que faz dentro de casa? Ou, o que fará quando crescer?

Mas também penso no sentimento de impotência dos pais ao verem o filho ter estas reações, sem saber o que fazerem ou que atitude tomarem. Uma sensação estranha ocorre em seu interior. Seria correto separar a criança no momento da desobediência e discipliná-la? Um castigo resolveria esta situação?

As Escrituras afirmam que “pelos seus frutos os conhecereis.” (Mt. 7:20) e nossos filhos são os frutos mais reais, sendo nossa própria extensão. Creio que é absolutamente impróprio exterminar o fungo de um fruto, sem antes tratar a raiz da árvore, porque senão viveremos num ciclo vicioso, onde passaremos a vida inteira tratando dos frutos sem análise de causa.

Mais do que nunca temos ouvido falar que o planeta Terra está doente, mas esta é apenas meia verdade. Quem realmente está doente é o ser humano, que na correria do dia a dia não dá a si mesmo o tempo necessário de auto-análise para se focar naquilo que realmente tem valor para sua existência. Mães e pais saem todos os dias de seus lares, com uma agenda cheia, mantendo seus filhos sob a mesma pressão e quando percebem, chega a noite, termina a semana, passa o mês, vira o ano e os filhos crescem sem fundamento, sem identidade, alimentados por terceiros quando não por um aparelho de televisão, por um vídeo game ou pela internet.

Haverá um dia em que teremos que parar para julgarmos o nosso proceder. Se não conseguimos controlar a situação, em breve ela nos controlará. A falta de estrutura nos casamentos tem gerado uma geração rebelde e sem limites e ao dizer isto, não quero mencionar estrutura material e sim emocional e espiritual, pois pesquisas indicam que não importam em que condições financeiras os filhos são criados, o que faz a diferença é se há estrutura de lar ou não, se há amor verdadeiro ou não.

Os filhos hoje não obedecem aos pais e se rebelam contra tudo porque não sabem o que é lar, possivelvente reproduzem as atitudes de uma mãe que faz de tudo para chamar a atenção de um esposo ausente, ou então gritam com atitudes dizendo aos pais: – Eu estou aqui!

Até onde iremos com esta situação? Que rumo a família está tomando e que referência de lar nossos netos e bisnetos terão?

Precisamos rever nossos conceitos e valores antes que o Estado, diante de situações descontroladas como violência, drogas e prostituição venha intervir, estabelecendo e impondo sobre nós valores que visam a destruição da célula mãe da sociedade – a família, que é um projeto de Deus.

Nunca é tarde para recomeçar. Seu passado é apenas 25% de sua vida; seu presente outros 25%; porém seu futuro, que está diante de você agora através de decisões e posturas corretas significam 50%. Diante disto eu lhe digo, vale a pena! Posicione-se em favor da família. Lute com todas suas forças e não se deixe vencer pelo desânimo ou cansaço por já ter investido sem ter visto retorno. A porta que se abre diante de você se chama HOJE e eu lhe convido para entrar por ela e ainda lhe digo o que o Senhor um dia me disse, quando restaurou minha vida e família: “Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda brotará, e não cessarão os seus renovos.” (Jó 14:7)

Que Deus abençoe a você e sua família!

Pra. Vânia Lúcia Rorato
pra@colheita.org



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